Archives

Arte

Olha os pêlos! Olha as veias! Olha a textura da pele! Igualzinho!

Ao visitar a exposição Ron Muek, do artista homônimo, em cartaz na Pinacoteca de São Paulo, essas são as frases mais ouvidas pelo público. Juntas ou separadas.

As peças presentes na mostra permitem ao espectador mergulhar em um universo que brinca com a ilusão e o mundo real, apresentando personagens e situações peculiares, galgados em uma excelência na escultura dos materiais. Esse capricho pode ser visto inclusive em um vídeo que fica à disposição de quem visita o local, e que mostra o estudo, a concentração e o cuidado com que o artista trabalha na confecção de suas obras. O resultado gera estranheza e curiosidade. E vale a pena a visita.

Em Ron Muek, a exposição, o mais importante é a realidade. A realidade “aumentada” ou “diminuída” de suas peças; a realidade proposta com sinceridade por detalhes impressionantes que imitam seres humanos; a realidade transformada a partir de sonhos do artista.

Cinema

A entrega do Oscar , o maior prêmio da indústria do cinema de Hollywood, se aproxima, e hoje em dia nós brasileiros conseguimos acompanhar a premiação na íntegra ao vivo, e assistir a todos os filmes (ou quase todos) antes da premiação, para poder torcer pelos favoritos no dia da cerimônia.

Mas como aproveitar ao máximo cada experiência de ver os filmes indicados, e entender o propósito de cada um?

Dependendo do filme, o segredo ao assistir é um: a definição e tamanho da tela, se a experiência fica melhor em 2D ou em 3D, ver no cinema ou em casa, ver acompanhado ou sozinho, ver durante o dia ou à noite, com ou sem pipoca. Independente da opção escolhida, e do gosto pessoal, um detalhe é imprescindível: o estado de espírito. Só ele pode determinar se você vai gostar de um filme ou não.

Querer assistir a um filme, e estar disposto a aceitar as licenças poéticas é fundamental. O mais importante é o humor. Bom ou mau humor, a depender do longa metragem. Só fazendo bom uso dele (ou se deixando contaminar por ele), é possível entender a alma de cada filme, e no caso desse ano, a ousadia de Trapaça, a humildade de Dallas Buyers Club, a angústia de Capitão Philips, a força de Gravidade (sem trocadilhos, hein), a sutileza de Nebraska, o dilema de Philomena, a ingenuidade de Ela, a crítica de O Lobo de Wall Sreet, e a beleza de 12 Anos de Escravidão.

Como todo tipo de arte, o cinema depende da interpretação e da empatia do espectador.