Victor Gonçalves é brasileiro, formado em Comunicação Social e com MBA em Trends & Innovation. Além de autor do blog O mais importante e do romance 100 Dias Na Ilha, é empresário e atua como consultor em marketing e varejo, e realiza trabalhos como fotógrafo e artista visual.

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Desejos, aspirações, sonhos. É mais fácil nos sentirmos animados na vida, quando existe um objetivo a ser alcançado, uma meta a ser cumprida. Diferente de planejamentos de negócios, onde os objetivos devem ser claros, mensuráveis e atingíveis, na vida real nem sempre é possível ter essa clareza. Seria realmente um sonho querer algo que está muito distante de se conseguir? Seria ingenuidade esperar por uma mudança que seja improvável de acontecer? Seria utopia querer viver de uma forma diferente da atual realidade?

Planos concretos à parte, quando falamos de motivação, o mais importante é caminhar. Traçar um caminho original pode ser mais difícil e exigir ainda mais motivação, mas a recompensa certamente é maior e melhor. Já disse Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio, “Para que serve a utopia, se é impossível de alcançá-la? Para caminhar.” Então, caminhemos, seja qual for o destino.

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À medida que crescemos, deixamos a adolescência e entramos na vida adulta, vamos percebendo como o mundo à nossa volta realmente gira. E a cada volta, é fácil ver mudanças, algumas boas e outras nem tanto, apesar de necessárias.

Ultimamente tem sido comum vermos em manchetes de veículos de comunicação, em conversas entre amigos, em histórias que ouvimos, como uma parte das pessoas tem se tornado intolerante, como falta respeito e amor nas relações humanas. Poderia escrever linhas e linhas tentando entender a origem disso, mas no momento me aterei somente a refletir sobre a importância de entendermos que o mundo mudou. Mudou muito nas últimas décadas. E não é mais preto e branco, nem mesmo na televisão ou nos filmes. É preciso aceitar e tentar compreender todas as nuances existentes na infinita gama de cores na qual vivemos hoje. Do contrário, acompanhar a mudança será impossível. E sem mudança, não se evolui.

Para crescer, o mais importante é mudar. É difícil, mas é preciso abrir espaço para isso, desapegando do passado, para que o futuro vire presente.

Arte, Viagem

omi-cor2Caminhando por Miami, pela extensão da 2nd Avenue, é fácil perceber o poder do colorido. Exemplo de revitalização e valorização de um antigo bairro “esquecido” de Miami continental, o Wynwood Art Dstrict é hoje um dos pontos turísticos obrigatórios de quem visita a cidade. Dando contrastes extravagantes a dezenas de paredes em torno da 2528 NW com a 2nd Ave, artistas como Barry McGee, Ron English e os brasileiros Kobra e Os Gêmeos, fazem a região transpirar arte de rua, aliando antigos espaços a modernos restaurantes (super inspiradores) e galerias. Para quem curte eventos diferentes, todo segundo sábado de cada mês acontece a Gallery Night Art Walk, quando as galerias se reúnem para um show de exposição de arte durante a noite.

Por causa da arte, em Wynwood, o mais importante é a cor. A cor que reflete a intenção de cada artista, a cor que reflete a importância da renovação, a cor que propõe mais alegria a um despretensioso passeio.

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Há uma frase que gosto muito, de autor desconhecido: A mesma água fervente que amolece a batata, endurece o ovo. Assim é com as pessoas. Não são as circunstâncias que nos mudam, mas sim o que temos por dentro.

Parece mote de auto-ajuda (e na verdade pode ser mesmo), mas conhecer a si mesmo e tirar vantagem de suas peculiaridades e pontos fortes é a lógica mais fácil de se entender – embora possa ser uma lógica demorada de se aceitar.

Culpar a falta disso, a abundância daquilo, a dificuldade daquilo outro, não nos deixa mais próximos da mudança. Porém, reconhecer os desafios e considerá-los parte do processo é a grande atitude rumo ao sucesso.

Ninguém é perfeito (não adianta, não é!), mas por que não se desenvolver e se tornar a melhor versão de si mesmo?

O mais importante é ser você mesmo. Aproveitar-se do fato de que cada ser humano é único, diferente, singular, e focar na originalidade é um dos grandes segredos para se alcançar a auto-realização, a felicidade interna, os objetivos mais íntimos na vida.

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Acha ruim que a polícia é corrupta? Mas aproveita que falta fiscalização, para agir fora da lei. Ah, mas a lei é feita pelo “sistema”, que é corrupto, certo? Ok, mas na hora de exigir os direitos, usa essa lei como base de defesa.

Não tem problema fazer gato em instalações elétricas, devolver troco errado, parar em vaga exclusiva, comprar carta de motorista, jogar lixo na rua, furar fila, sonegar impostos, comprar produtos piratas, colar na prova, pois não são coisas que fazem “mal” a milhares de pessoas, como os corruptos, que roubam milhões, certo? Errado, alguém sempre sofre e paga a conta. Sempre.

É mais fácil deixar a educação de lado, ser o “mais esperto”, dar o “jeitinho brasileiro”, afinal o Brasil é uma bagunça mesmo, né? Humm…será que a política brasileira é um reflexo dessa cultura, e não a fonte do problema?

O povo brasileiro sofreu séculos sendo explorado, e talvez por isso tenha essa ferida tão arraigada em sua cultura. Mas não dá pra continuar se apoiando nessa síndrome de coitadinho pra cometer delitos, sejam eles pequenos ou gigantes. Pobreza não justifica desonestidade. Riqueza também não. E é ruim ser a vítima, não é?

Sempre, e hoje em dia mais do que nunca, o mais importante é a educação. E educação pressupõe conhecer a si mesmo, aprender a se relacionar, respeitar o outro, e seu espaço. Significa entender seus direitos e respeitar seus deveres.

Um país educado não é o que tem um grande número de crianças matriculadas em escolas, é o que tem a maior parte de sua população consciente, formada e informada, capaz de mudar uma cultura ruim.

Brasil, chega de pensar que o mundo é dos espertos.

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A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram”, William Shakespeare.

 

Mais do que nunca, no Brasil e no mundo, esse sentimento precisa ser evitado a todo custo. É difícil não se deixar levar pelo desconforto ao ouvir opiniões contrárias às suas, ao ver cenas que ferem seus valores. Mas não se ganha nada sentindo ódio, fazendo o mal. A não ser mais e mais atenção dos oportunistas.

A falta de tolerância fica cada vez mais aparente quando analisamos a política, os conflitos religiosos, os atos de racismo e preconceito, e isso é obra do próprio ser humano. Construímos a cultura da intolerância baseados no crescimento do egocentrismo e do individualismo, apesar (ou talvez por conta) da globalização.

Nos dias de hoje, o mais importante é respeitar. E respeitar não é concordar, é ouvir, é coexistir em paz.

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Um ano se encerra, e é hora de fazer o balanço.

2015  no mundo foi um ano muito importante, desafiador, um ano de conflitos, um ano “pesado”. Muitos avanços tecnológicos e muita falta de humanidade.

Quantas vidas foram atingidas por crescimento, alegrias, mas também violência, intolerância, descaso, desonestidade.

Quantos sonhos foram alcançados e outros tantos adiados, paralisados ou simplesmente destruídos.

E quanta esperança ainda nos resta?

Pessoalmente, foi um ano muito significativo para mim. Mas acredito que a responsabilidade vem junto com as conquistas, e apesar disso não as desvalorizar, a reflexão é fundamental. Pensar é fundamental. Entender é imprescindível. Só assim se evolui.

O ano não acontece, somos nós quem o fazemos. Então nesse novo que se inicia, o mais importante é não desejar que ele seja de um jeito ou de outro, mas sim nós, todos nós, o fazermos melhor. Com mais integridade, mais respeito, mais dedicação, mais força e mais amor.

Um feliz 2016 a todo o mundo!

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Uma das únicas certezas que temos, em face de toda a trajetória do mundo, desde os primeiros indícios de vida na Terra até os dias atuais, é a de que o mundo não para. Lugares, valores, referências, sonhos, percepções, profissões, tudo continua constantemente mudando. E o maior desafio é entender como nós, seres humanos, podemos acompanhar tudo isso.

Uma iniciativa relevante é a plataforma Horyou, que se auto-denomina uma rede social do bem comum, constituída por um público internacional de internautas, organizações sem fins lucrativos e personalidades, envolvidos em promover o bem através da sua arte, ao compartilharem na plataforma online e ao participarem em eventos offline. A plataforma realiza periodicamente a Horyou Village e o SIGEF ((Fórum de Inovação Social e Ética Global). Na edição desse ano, que acontecerá de 23 a 25 de Outubro em Genebra, Suíça, os organizadores pretendem criar a oportunidade perfeita para repensar o futuro da saúde, da educação, da arte, do ambiente e do planeta em geral sob a ótica da inovação social e da sustentabilidade.

Ações como essa valem a reflexão sobre como, cada vez mais em qualquer campo de trabalho e em qualquer forma de sociedade, o mais importante é a inovação. Respeitando valores, crenças e promovendo a justiça.

O escritor desse blog teve a oportunidade de entrevistar o CEO da Horyou, Yonathan Parienti, e o bate-papo (originalmente realizado em inglês) segue abaixo:

Victor Gonçalves: Qual é a importância do SIGEF no cenário atual de crises econômicas, intolerância e descrença?

Yonathan Parienti: Muitas pessoas de todo o mundo estão mostrando prontidão para se comprometerem com a causa da inovação em benefício de todos. É de extrema importância no meio-ambiente atual destacarmos e darmos mais espaço aos cidadãos conectados através da Horyou e que estão indo ao SIGEF para ajudar a construirmos um futuro melhor. Em toda sua diversidade, e envolvidos em seu entusiasmo e comprometimento excepcionais, eles são a melhor resposta para a intolerância. Nós testemunhamos isso na edição do SIGEF do ano passado, e vamos viver isso novamente esse ano, com toda certeza. Inovação, quando acompanhada de valores humanos e empatia, é um dos melhores antídotos para crises econômicas.

VG: Qual foi a ação mais inspiradora que já aconteceu no SIGEF, desde sua criação?

YP: Bom, um dos melhores exemplos é Claire Mimboe Ndi-Samba, uma jovem senhora de Camarões, que ofereceu e ainda oferece toda sua energia e seu tempo para a causa de crianças, filhas de pais que estão presos, garantindo que elas mantenham laços fortes com suas famílias, especialmente com as mães, via Repcam – uma organização que ela fundou para esse propósito. Sua dedicação excepcional e sua ação em uma situação muito difícil e desafiadora, especialmente para uma mulher, lhe garantiram um prêmio no SIGEF 2014, ao qual ela se agarra com orgulho e gratidão. Ela diz que o reconhecimento lhe deu a força, a visibilidade e a assistência que ela precisava para continuar, quando estava seriamente pensando em desistir, por falta de consideração e suporte.

VG: O que uma pessoa pode fazer para contribuir com a sociedade onde vive?

YP: Pode começar cada dia com um sorriso e a boa vontade em saudar e curtir a vida, com a crença de que é possível nutrir e cultivar nossa paixão enquanto fazemos o bem para as pessoas ao nosso redor.

VG: Você tem um exemplo de mudança, melhora ou contribuição feita no Brasil, em aspectos de bem-estar para a sociedade?

YP: Em sua plataforma, a Horyou tem dedicado um ambiente especial para seus membros mais ativos, chamado Live & Dream (“Viva e Sonhe”, em tradução livre), onde eles têm a oportunidade de viver seus sonhos. Através dessa ferramenta única, e baseado em suas contribuições, interações, e publicações na comunidade Horyou, membros ativos podem ser convidados para viagens e eventos especiais. Em março de 2015, dois membros da Horyou foram designados a fazer parte de uma jornada pelo Brasil e pela Amazônia. Passaram algum tempo lá realizando filmagens e documentando o trabalho de três ONGs. Depois, se aventuraram pela floresta tropical, conhecendo a vida do povo Asháninka, liderados pelo “caçador de sons” e explorador internacional Christian Holl.

VG: Você acha que a juventude pode realmente mudar o mundo e o futuro das próximas gerações?

YP: Nós acreditamos fortemente que a juventude é e será envolvida na construção do futuro da humanidade. É por isso que temos que nos assegurar que eles possam se identificar com a sabedoria de seus antepassados, para conectar-se com eles e entender o curso da humanidade através da História e a suprema importância dos princípios de preservação da vida – o pilar para um futuro melhor para todos.

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Existe um provérbio em latim que afirma que aquilo que me alimenta, me destrói. É uma das ironias da vida, não?

A experiência, o instinto, a percepção. Tudo faz sentido cedo ou tarde. E tudo é finito, tudo acaba. A sabedoria está em enfrentar a realidade e saber aproveitar o inevitável.

O mais importante é saber dosar. Equilibrar o ônus e o bônus. Não negar o quê e como somos. Aceitar que erramos e abusamos. E perceber que a vida dá e cobra na mesma proporção, instigando a reflexão, ensinando a lição, oferecendo evolução.