Culinária

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Cozinhar é para quem talento. Será?

Existe arte na culinária, mas existe principalmente paciência, empenho, equilíbrio e estratégia. É preciso saber a ordem das coisas, ter vontade de ver o prato pronto, sem pressa de terminar mas com controle do tempo.

Ao cozinhar, é imprescindível a atenção aos ingredientes, ao tempo, aos detalhes de preparo e ao capricho da arrumação. Mas o mais importante é quem vai comer, afinal de que adianta um prato bonito e cheiroso se ninguém pode dizer que é gostoso?

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Restos de comida na geladeira. Preguiça de cozinhar. Vontade de comer algo rápido, fácil e gostoso.

Se na sua despensa você ainda encontrar um pouco de farinha e alguns ovos, então pronto, você tem uma deliciosa refeição.

Gastronomia à parte, e aulas de culinária que me perdoem por esse lapso, na cozinha o mais importante é improvisar. Qualquer mistura bem feita, com ingredientes que sobraram de outras refeições, e a ajuda de ovo e farinha de trigo, pode resultar em um divertido bolinho assado. E se for possível acrescentar arroz – integral, negro, vermelho, cateto etc – um bolinho de arroz diferente e saudável nasce como mágica.

Afinal, cozinhar tem mesmo um “quê” de feitiçaria, não é mesmo?

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Quantas vezes já não fomos a um lugar por causa de sua propaganda? Quantas vezes fomos maltratados em um estabelecimento comercial “do momento”? Quantas vezes já não ficamos decepcionados em um restaurante, porque o prato não veio conforme mostrava a foto do cardápio?

Ainda bem que existem bons exemplos a compartilhar.

Thai, localizado em frente ao Casa Grande Hotel Resort e Spa, no Guarujá, promete e cumpre.

Nesse restaurante de culinária tailandesa bem localizado no litoral sul de São Paulo, o mais importante é a semelhança. Tudo que o moderno cardápio – apresentado na tela de um tablet – anuncia, os bem
treinados garçons trazem à sua mesa, exatamente feitos, arrumados e decorados como nas fotos. Seja um delicioso arroz de jasmim, interessantes bolinhos de carne com leite de côco, ou um surpreendente sorvete de chá-verde com manga. Para arrematar, a vista para o mar ajuda a criar o clima perfeito para um jantar romântico e inesquecível.

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Quem procura, pela internet ou por indicação de amigos, um bom lugar em Campinas para tomar café, almoçar ou desfrutar de um brunch, certamente já leu ou ouviu falar de Maria Antonieta.

Com cardápio desenvolvido a partir de delicadas receitas francesas, e em um local agradável e charmoso, a Boulangerie e Pâtisserie oferece aos clientes produtos de qualidade onde brilham ingredientes sofisticados e deliciosos, como deviam ser os doces da realeza francesa em seus tempos áureos. Vale a pena experimentar – e gostar – do famoso croissant de amêndoas, uma pérola da doceria, que consegue ser leve apesar da “gorda” massa folhada.

Em Maria Antonieta, o mais importante é a receita. A receita para um desjejum, almoço ou café da tarde inesquecíveis.

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Uma casa antiga quase escondida no bairro de Pinheiros.  Essa é a primeira impressão do restaurante Olea, em São Paulo. Mas basta adentrar a porta e um amplo jardim se abre à frente, oferecendo diferentes ambientes à escolha para se acomodar, e todos eles com vista para a natureza. Com decoração rústica, o premiado restaurante serve alimentos orgânicos e naturais, trabalhados em pratos de inspiração italiana e culinária saudável.

A vitrine de frutas, legumes, verduras e mozzarellas é seu ponto forte, e lá o cliente pode escolher à vontade os ingredientes e montar uma salada personalizada, que acompanha um grelhado.

No Olea, o mais importante é o arranjo. Da construção com a decoração,  da conveniência com a saúde, dos aromas e dos sabores. E o arranjo do prato com o humor fica por conta do cliente.

 

Serviço: Olea Mozzarella Bar

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tomyam1Comer fora é um programa cada vez mais comum nas grandes cidades, devido ao ritmo da vida moderna. Além disso,  hoje em dia é possível provar dos pratos mais simples aos mais exóticos, de diferentes partes do planeta, em uma só cidade. Campinas é um desses centros urbanos que oferece boas opções nesse quesito.

Um lugar que vale a pena conhecer é o restaurante Tomyam. Especializado em delícias sul-asiáticas, o estabelecimento é conhecido pelo excelente atendimento aos clientes.

Eu fui prova de que, quando se trata de um bom atendimento, o mais importante é a atenção. Atenção a todos os detahes. Desde a recepção – com funcionários sorridentes, passando por garçons solícitos e prestativos – inclusive conhecedores dos pratos e de suas formas de preparo, e chegando ao final da experiência, com o carro – que é previamente buscado quando o cliente pede a conta – pronto para ir embora, na porta do restaurante. Ah, tudo isso com o bônus de sabores bem combinados e pratos bonitos de se ver e deliciosos de se comer.

 

Serviço: www.tomyam.com.br

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Para os amantes da culinária árabe, um dos pratos preferidos é sempre o quibe. Em sua versão assada, é mais saudável e reúne porções de carboidrato e proteína de uma forma interessante e saborosa.

Sempre que faço essa receita para amigos e familiares, é certeza de sucesso. Mas o segredo não está na mistura de carne bovina com carne suína, ou no recheio de queijo. O mais importante é o limão. Ele dá a acidez necessária para que o prato fique leve e ainda mais gostoso. Segue a receita que sempre uso.

Ingredientes:

  • 800g de carne bovina moída
  • 200g de carne suína moída
  • 500g de trigo para quibe
  • 1 tomate sem semente picadinho
  • 2 cebolas picadinhas
  • 3 dentes de alho picadinhos
  • 2 colheres de azeite de oliva
  • 1 copo de requeijão ou catupiry
  • suco de ½ limão
  • hortelã a gosto
  • sal a gosto
  • pimenta síria ou molho tahine a gosto

Modo de preparo:

Primeiro, é preciso deixar o trigo para quibe de molho por aproximadamente 3 horas em água fria. Se estou com pressa, coloco água fervente e em 40 minutos o trigo está pronto para ser usado. Enquanto o trigo hidrata, refogue cerca de 1/3 da carne com um pouco da cebola e do alho, e reserve. Depois de escorrer bem o trigo, misture a ele o restante da carne e os demais ingredientes, menos o requeijão ou catupiry. Regue o fundo de uma travessa de vidro com um pouco de azeite e estenda metade da mistura crua no fundo, subindo um pouco pelas laterais. Coloque como recheio a carne refogada e o requeijão ou catupiry, e depois cubra com a outra metade da mistura crua. Para finalizar, regue com mais um pouco de azeite. Cubra a travessa com papel alumínio e asse em forno médio por cerca de 50 minutos, tirando o papel alumínio nos 15 minutos finais.

Quem não pode comer queijo, pode fazer a receita da mesma forma, excluindo o requeijão. O essencial é o limão, e o carinho no preparo.

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Fazer pipoca pode ser uma arte. Fazer com que todos os grãos estourem sem, garantir que fiquem bem macios ao invés de murchos, e não permitir que queimem no fogo são desafios para quem não tem o costume de estourar pipoca em casa. E não parece tão simples seguir a recomendação de uso das embalagens.

Eu faço questão de sempre acompanhar um filme ou seriado com um balde de pipoca, e por isso já errei e acertei várias vezes. Até que cheguei a uma conclusão: ao estourar pipoca, o mais importante é o óleo. Ele não deve estar muito quente quando se coloca o milho na panela, e principalmente não deve ser colocado em menor quantidade do que o necessário para cobrir os milhos, e nem em quantidade excessiva, se não o resultado é uma pipoca murcha. Ah, e misturar dois tipos de gordura, como por exemplo óleo e manteiga, ou óleo e azeite, não costuma dar certo.

Então atenção ao óleo, a grãos de boa qualidade, e dê adeus aos piruás.

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Os chamados sucos verdes estão na moda, e tiveram ainda mais adeptos após o carnaval, já que servem para ajudar a limpar e desintoxicar o organismo, regulando o metabolismo. Geralmente levam muitos ingredientes “verdes”, como couve e hortelã, e frutas diuréticas como o abacaxi.

Muitas receitas desses tipos de suco surgem a cada dia, e eu mesmo já provei várias, inclusive com indicações de uma nutricionista. Depois de vários testes, cheguei a uma que considero a melhor. Nela, o mais importante é a combinação. Dos ingredientes com a textura, e do sabor com a eficácia.

Para que esse suco fique parecendo um smoothie – e aí está o grande atrativo dessa receita – é preciso que todos os ingredientes estejam gelados ou, melhor ainda, congelados.

Você vai precisar de:

  • 1 polpa congelada (100g) de tangerina ou laranja
  • 1 folha de couve manteiga
  • 1 buquê pequeno de brócolis
  • 1 talo de agrião
  • 1 talo de hortelã
  • 3 fatias de abacaxi
  • 300 ml de água de côco
  • gengibre a gosto
  • gotas de limão para aromatizar

O segredo é colocar no liquidificador primeiro os ingredientes líquidos, e aos poucos ir acrescentando os sólidos/congelados. E não colocar açúcar! Se você não estiver acostumado a um sabor mais natural, ou achar a mistura um pouco azeda, pode adoçar com um pouco de açúcar orgânico ou adoçante.

Combinar hábitos saudáveis, como exercícios físicos diários e consumo de legumes e verduras, também ajuda na eficácia desse suco verde detox. Mas que ele, por si só, é uma delícia, isso é!

 

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“Cozinhar é simultaneamente uma brincadeira de crianças e um prazer de adultos. Cozinhar com zelo é um ato de amor.” – Craig Claiborne

Pois bem, é possível produzir verdadeiras obras de arte na cozinha, mas o zelo é fundamental. Como no caso da Gelatina Arco-Íris.

O que mais chama a atenção é o visual da sobremesa, multicolorido. E quando se come, a diversão fica por conta da mescla de vários sabores em uma só colherada.

Aprendi a fazer essa receita através de um post no blog da Joyce Nunes, o Gosteieagora.com. Nele, a Joyce enfatiza alguns pontos, entre eles o tempo que cada camada de gelatina deve ficar no freezer, antes da colocação da próxima. E não é brincadeira, isso faz a diferença nesse caso.

Pipocas de microondas, pratos congelados, tudo isso vem com recomendações específicas em relação ao tempo que, se não seguidas à risca, não apresentam grande diferença no produto final. Mas no caso dessa gelatina, sim. Em seu preparo, o mais importante é a paciência. Ter que esperar com disciplina cada intervalo necessário, sem preguiça. O trabalho todo leva em torno de 2 horas (fora o tempo de geladeira, para endurecer por completo), mas não existe recompensa sem esforço, certo?

Então, segue a receita:

Ingredientes:

  • 1 caixa de gelatina de uva
  • 1 caixa de gelatina de limão
  • 1 caixa de gelatina de abacaxi
  • 1 caixa de gelatina de tutti-fruti
  • 1 caixa de gelatina de morango
  • 10 colheres de sopa de leite de coco
  • 10 colheres de sopa de leite condensado
  • Água para as gelatinas

Modo de preparo:

Unte a forma da gelatina levemente com óleo. Prepare a primeira gelatina (a que vai ficar por cima, quando desenformar) com 150ml de água quente e 150ml de água fria. Divida em duas partes, de 150ml cada uma. A primeira parte coloque na forma e leve ao freezer por 10 minutos. Enquanto isso, misture à segunda parte 2 colheres de sopa de leite condensado e 2 colheres de sopa de leite de coco. Com cuidado e o auxílio de um recipiente com bico, espalhe a camada de gelatina com creme sobre a gelatina comum e leve para endurecer novamente no freezer, agora por 15 minutos.

Faça o mesmo com os demais sabores de gelatina, respeitando sempre o tempo de cada camada (10 minutos e 15 minutos).

Depois de colocar a última camada, deixe no refrigerador por mais 4 horas, antes de servir.

Os sabores (e cores) das camadas ficam a cargo de cada um, e se você procurar pela internet vai ver muita gente que já fez essa receita de formas personalizadas e muito criativas.

Caso tenha ficado com vontade de experimentar, mãos à obra e bom apetite!