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Arte, Viagem

omi-cor2Caminhando por Miami, pela extensão da 2nd Avenue, é fácil perceber o poder do colorido. Exemplo de revitalização e valorização de um antigo bairro “esquecido” de Miami continental, o Wynwood Art Dstrict é hoje um dos pontos turísticos obrigatórios de quem visita a cidade. Dando contrastes extravagantes a dezenas de paredes em torno da 2528 NW com a 2nd Ave, artistas como Barry McGee, Ron English e os brasileiros Kobra e Os Gêmeos, fazem a região transpirar arte de rua, aliando antigos espaços a modernos restaurantes (super inspiradores) e galerias. Para quem curte eventos diferentes, todo segundo sábado de cada mês acontece a Gallery Night Art Walk, quando as galerias se reúnem para um show de exposição de arte durante a noite.

Por causa da arte, em Wynwood, o mais importante é a cor. A cor que reflete a intenção de cada artista, a cor que reflete a importância da renovação, a cor que propõe mais alegria a um despretensioso passeio.

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Ao entrar na exposição “The Art Of The Brick”, do artista contemporâneo americano Nathan Sawaya, o visitante se depara com recriações de grandes obras de Da Vinci, Van Gogh e Munch, e ao primeiro olhar as obras já encantam. Impressionam pelo fato de se assemelharem muito com as originais, apesar de serem construídas apenas com peças de Lego.

A seguir, Sawaya brinca com diversos períodos da história da arte, com construções planas ou tridimensionais, respeitando as principais características de cada artista.

Por fim, apresenta obras próprias, que discutem filosofia e metalinguagem, com peças criando ilusões de ótica, texturas e movimento de forma muito particular.

Em “The Art Of The Brick” o mais importante é a magia, capaz de, à distância, transformar os ângulos retos das peças em curvas, e enganar a percepção do olho humano, que sai acreditando ter visto detalhes teoricamente impossíveis de serem reproduzidos com tijolos de brinquedo.

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Imagine um lugar que reverencia os melhores ingredientes da cozinha italiana. Agora acrescente um mercado, uma lanchonete, uma feirinha de verduras, um açougue, uma peixaria, uma loja de decoração, uma sorveteria e um disputado restaurante na cobertura. Se estiver em Nova York, esse lugar é o Eataly.

Respeitando o conceito de alta cozinha, seu fundador, o italiano Oscar Farinetti, criou o conceito desse lugar que valoriza boas matérias-primas em detrimento de sabores mascarados ou muito alterados na preparação de alimentos.

Com preços não muito baixos, mas justos pela qualidade artesanal, o local se assemelha a uma grande loja de departamentos  mas com visual de uma praça italiana, e só vende ingredientes que vêm da Itália (no caso dos industrializados) ou são produzidos e processados de acordo com as tradições de lá. Por isso, no Eataly o mais importante é a experiência. Seja a de degustar uma elegante tábua de frios tomando uma taça de vinho em meio à “loucura” da praça térrea, a de escolher a sobremesa mais bonita nas vitrines repletas de verdadeiras obras-de-arte, ou a de deliciar um dos elaborados pratos do restaurante da cobertura, apreciando a luz do pôr-do-sol de Manhattan.

 

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Dos mesmos criadores do Central Park (isso mesmo, os dois parques foram projetados e construídos “artificialmente”), o Prospect Park, no Brooklyn, é um show à parte para quem se arrisca a conhecer mais do que Manhattan em uma viagem a Nova York.

Não tão grande quanto seu irmão mais velho, pode ser mais agradável de se visitar, especialmente na Primavera, quando os extensos gramados ficam repletos de árvores floridas e visitantes em busca de um lugar ao sol (sem trocadilhos).

Com espaços reservados a esportes, atividades educacionais, concertos ao ar livre e o único lago do Brooklyn, o mais importante do parque é a atmosfera. Um elegante bosque que convida os mais ativos a uma atividade física cercados pela natureza, e os mais tranquilos ao relaxamento e descanso à sombra de uma bela árvore.

Para conhecer mais do Prospect Park: www.prospectpark.org

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O High Line é um parque elevado e linear construído sobre uma área de aproximadamente 2 quilômetros a sudoeste da ilha de Manhattan, onde antigamente funcionava a linha de trem West Side Line. Após desativada, em meados dos anos 1980, essa linha passou a contribuir para a degradação da região. Vinte anos depois, após um movimento da vizinhança contra sua demolição, um grupo de moradores foi formado e após mais dez anos de luta, o parque foi construído.

Do Meatpacking District ao bairro de Chelsea, os visitantes podem percorrer uma grande passarela de madeira apreciando jardins suspensos (ainda mais belos na primavera), prédios que abraçam o caminho (a passarela passa por dentro/baixo de alguns edifícios) e sua arquitetura singular. De quebra, ainda podem ver parte da cidade de Nova York de um ângulo privilegiado.

Mas quando se fala sobre o High Line, o mais importante é a reinvenção pela qual a região passou, graças à iniciativa e participação da comunidade ao redor. A recuperação do local resultou na transformação do bairro e no desenvolvimento imobiliário e econômico do seu entorno. Exemplo de sucesso, esse estilo de parque está sendo pensado para outras cidades americanas.

Para saber mais sobre a associação de moradores, acesse www.thehighline.org

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Campos do Jordão é um dos destinos certos para quando chega o clima frio no estado de São Paulo. Seja durante o inverno, quando as ruas se enchem de visitantes a procura de eventos do tradicional festival, ou em um final de semana aleatório, quando os restaurantes e lojas ficam menos lotados, o centro da cidade tem um charme que lembra uma cidadezinha européia.

Fachadas típicas da Alemanha, postes enfeitados com flores, e paralelepípedos com figuras de folhas e araucárias dão o tom para casais em busca de uma estada romântica ou para amigos que querem boa gastronomia regada a um bom vinho.

O mais importante em Campos do Jordão é a companhia. Dependendo com quem se viaja, o programa é um, e a imagem que se tem da cidade é outro. Mas uma dica que pode ser aproveitada em todos os casos é investir em um bom casaco, mesmo que a previsão do tempo seja de clima ameno ou quente.

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A vida é uma viagem a três estações: ação, experiência e recordação.” – Julio Camargo

Uma viagem pode ser planejada, ou acontecer como um imprevisto. Pode ser de longa, média ou curta distância. Pode ser de férias, de final de semana, ou do tempo que for preciso. Pode ser feita sozinho, com a família, com amigos, ou com outro tipo de companhia. Pode ter um objetivo, ou servir apenas para diversão. E pode, afinal, ser boa, satisfatória, ou ruim.

O mais importante, em uma viagem, não é a situação ou forma como ela acontece, mas sim o caminho. O caminho percorrido até chegar ao destino, e o caminho transcorrido até o fim da viagem. E o que se vê, se aprende e se vive nesse meio tempo. Essa descoberta pode transformar qualquer viagem.

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O Brasil tem muitos lugares muito bonitos e extremamente interessantes a serem conhecidos. Um dos mais visitados – talvez o grande campeão – é a cidade do Rio de Janeiro.

Bares tradicionais, calçadões repletos de turistas, festas famosas. O Rio tem programas para todos os tipos de gosto, além de sol o ano inteiro. Por isso, as praias tão charmosas. Mas, para mim, o mais importante é o visual. Principalmente, a vista que se tem de cima do Pão de Açúcar. De lá, pode-se perceber a beleza dos contornos do litoral, o encanto da natureza ainda preservada e o significado de seu apelido. O Rio de Janeiro é, sim, uma cidade maravilhosa.

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Sempre ouvimos que “saber falar é importante, mas saber ouvir é fundamental”. Isso é perceptível com a passagem do tempo, o amadurecimento e experiências positivas e negativas que se acumulam em nossas vidas. Essa máxima é válida para quando se dialoga com um amigo, quando se discute com o parceiro, e, fazendo uma analogia, para quando se visita uma megalópole, como por exemplo Nova York. Como uma das maiores e mais populosas cidades do mundo, o barulho nas ruas é constante, e quem não consegue escutar, pode acabar se perdendo. No diálogo ou nas ruas.

Nada mais turístico – e necessário, pelo menos uma vez – na cidade, do que visitar o Empire State ou o Top Of The Rock, ambas atrações que consistem em subir ao topo dos dois prédios mais altos atualmente (desconsiderando o novo complexo do WTC), e apreciar a vista.

Ao se deparar com uma cidade da magnitude de Nova York, do alto, o mais importante é ouvir. Ouvir a força do silêncio, e conseguir perceber as linhas, as cores e os caminhos da cidade, coisas que só se consegue fazer com a ausência do som. Claro que, dependendo do horário e dia da semana, até no topo desses prédios é um desafio ouvir algo que não seja flashes de câmeras fotográficas e gritos de turistas impressionados. Mas vale a pena tentar, a recompensa é garantida. E a beleza da experiência, gratificante.

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A ideia de passar um fim de semana no campo geralmente surge da necessidade de relaxar, de esquecer o estresse do dia a dia, mesmo que por pouco tempo. Isso acontece porque o campo é tido como refúgio, um lugar calmo, que por si só é responsável por tranquilizar as mentes mais ansiosas. Mas é normal chegar em uma chácara, sítio ou fazenda e nada acontecer. Por quê?

Nenhum lugar tem a capacidade de mudar o estado de espírito de alguém, se esse alguém não permitir. Soa como conselho de auto-ajuda, mas é a pura verdade.

No campo, o mais importante é a poesia. O campo tem o poder de transformar os pequenos detalhes em molduras e adornos da realidade (viu a poesia?). Em poucos minutos sentado próximo a uma árvore, ou em uma caminhada ao ar livre, é possível perceber o ar mais puro, o som das folhas sendo chacoalhadas pela brisa, o tom do verde do gramado sendo realçado pelo sol – ou pela chuva, a melodia de certos pássaros, e à noite, o brilho mais intenso das estrelas. E tudo isso, somente usando os cinco sentidos, e a paciência.

Portanto, no campo, obedeça à famosa instrução: Pare. Olhe. Escute.